Essa pergunta raramente aparece em momentos tranquilos.
Ela surge em reuniões tensas, em auditorias, em revisões internas ou quando algo já deu errado. Normalmente vem acompanhada de silêncio, troca de olhares e uma busca apressada por e-mails antigos.
“Deve ter sido aprovado.”
“Acho que passou pelo jurídico.”
“Foi há muito tempo.”
Quando ninguém consegue responder com segurança, o problema deixa de ser o contrato em si. Passa a ser a ausência de memória institucional.
Por que a aprovação de contratos é tão crítica?
A aprovação de contratos costuma ser vista como uma etapa burocrática, algo necessário apenas para “liberar” a assinatura. Mas, na prática, ela cumpre um papel muito mais importante.
A aprovação registra quem decidiu, quando decidiu e com base em quais informações. Ela transforma uma decisão individual em uma decisão institucional.
Sem isso, o contrato até existe.
O compromisso, não.
O problema começa quando ninguém lembra
Quando alguém pergunta “quem aprovou esse contrato?”, o que está sendo questionado não é apenas um nome. É a legitimidade da decisão.
A ausência de um histórico de aprovação cria dúvidas como:
- esse risco foi avaliado?
- essa cláusula foi aceita conscientemente?
- essa decisão seguiu o processo correto?
Sem respostas claras, a empresa fica vulnerável. E essa vulnerabilidade não é apenas jurídica; ela é operacional e reputacional.
Aprovação é memória institucional
Empresas mudam. Pessoas saem, áreas se reorganizam, lideranças se renovam. O que permanece deveria ser o registro das decisões que moldaram o negócio.
Quando a aprovação de contratos não é registrada de forma estruturada, a empresa perde a capacidade de explicar seu próprio passado. Decisões tomadas anos antes se tornam impossíveis de reconstruir.
E quando o passado não é claro, o risco se multiplica no presente.
O impacto direto em governança e compliance
Em termos de governança contratual, a ausência de rastreabilidade é um sinal de alerta imediato. Não importa se o contrato foi assinado corretamente; se não há clareza sobre o processo de aprovação, a decisão perde força institucional.
Do ponto de vista de compliance contratual, o problema é ainda mais sensível. Auditorias e órgãos de controle não querem apenas saber se houve aprovação, mas como ela aconteceu.
A falta de controle de contratos e de histórico de aprovação levanta suspeitas, mesmo quando não existe má-fé.
Onde as empresas mais erram
Os erros raramente são intencionais. Eles costumam surgir de práticas comuns, aceitas ao longo do tempo:
| Prática comum | Consequência |
| Aprovações por e-mail | Histórico fragmentado e difícil de auditar |
| Decisões verbais | Falta de comprovação formal |
| Aprovação concentrada em pessoas | Risco elevado quando há mudanças |
| Falta de critérios claros | Insegurança sobre decisões passadas |
| Ausência de registro centralizado | Perda de rastreabilidade |
Isoladamente, cada ponto parece administrável.
Juntos, criam um ambiente frágil.
Aprovação como proteção da empresa
Registrar aprovações não é um mecanismo de controle excessivo. É uma forma de proteger a própria organização e as pessoas que tomam decisões.
Quando há clareza sobre quem aprovou, em que contexto e com quais informações, a empresa reduz riscos jurídicos e evita conflitos internos. Decisões deixam de ser pessoais e passam a ser institucionais.
Isso muda completamente a dinâmica em momentos de crise.
O silêncio que ninguém quer ouvir
Existe um silêncio específico que preocupa líderes experientes. Ele acontece logo após a pergunta:
“Quem aprovou esse contrato?”
Se a resposta não vem de forma imediata e segura, o problema já está instalado. Não importa se o contrato é bom ou ruim; a ausência de rastreabilidade enfraquece qualquer defesa.
Aprovação não é burocracia. É estrutura.
Tratar a aprovação de contratos como um simples “ok para assinar” é reduzir demais o seu papel. Ela é, na verdade, um dos principais pilares da gestão de riscos jurídicos e da governança corporativa.
Empresas que crescem e se tornam mais complexas precisam ir além do improviso. Precisam garantir que suas decisões possam ser explicadas, defendidas e reproduzidas.
A pergunta que fica
Se alguém perguntar hoje quem aprovou um contrato específico na sua empresa, você conseguiria responder com segurança?
E mais: conseguiria explicar o contexto dessa decisão?
Se a resposta ainda depender de buscas em e-mails antigos ou da memória de alguém, talvez o problema não esteja no contrato.
Talvez esteja na forma como as decisões são registradas.
E isso, cedo ou tarde, aparece.
Quando decisões ficam registradas, a empresa ganha memória, proteção e clareza.
É exatamente para isso que existem ferramentas de gestão de contratos com fluxo de aprovação, histórico e rastreabilidade — para que perguntas críticas não dependam de e-mails antigos ou da memória das pessoas.
Se você quiser entender como isso funciona na prática, conheça a nossa solução e veja como transformar aprovações em parte da governança, não em um ponto de risco.




